18 de março de 2014

Santiago do Chile em 3 dias



Fui pra Santiago a trabalho. Tive 4 reuniões e aproveitei pra esticar o fim de semana.

Vitaliy, um querido amigo russo-new yorker, me encontrou lá para nosso destino trimestral. Esse menino é maníaco por comer e beber, então não precisei me preocupar muito com isso. Sabia que todas as sugestões seriam boas.

Na verdade, não é muito difícil acertar na comida e na bebida no Chile. Comida andina é boa e variada, e de bebida tem o famoso e típico pisco sour, e lógico, os inúmeros vinhos de qualidade superior que o país oferece.

Localização também pode ser variada, mas as vizinhanças são todas boas. Tudo depende do propósito da sua viagem e pra onde vc tem que ir. Geralmente os hotéis estão na Providencia, que é um centro financeiro e um bairro de classe media com muito comércio, restaurantes e muita vida, ou em Los Condes, que têm uma linda vista para as montanhas cobertinhas de neve.

Sua única preocupação é escolher dentre os mais diversos hotéis onde ficar. Da primeira vez eu fiquei em um apart-hotel ao lado do metro em Providencia, que foi bem em conta e valeu muito a pena. Na segunda ida eu fiquei no Hotel Time em El Golf, e adorei também.

Dia 1:

Depois de um voo ridiculamente atrasado da Aerolineas (post anterior), cheguei ao Apart-hotel com o motorista que foi me buscar no aeroporto. O Aeroporto fica a cerca de meia hora da cidade, e geralmente uso taxi ou transfer pre-programado.

No bairro Providencia, onde fiquei, tinha muitas opções de restaurantes e alguns shoppings também, caso tivesse esquecido alguma coisa. Desci e comi umas empanadas antes de dormir.

Dia seguinte tomei um café em uma casa de empanadas em frente ao metro Lyon. Pergunte o tamanho das empanadas antes de se animar e pedir 3 sabores diferentes. São imensas. :)

Terminadas as reuniões da manhã, almoçamos num simpático restaurante numa praça cheia de opções para comer.




O Liguria (http://liguria.cl/locales.html) tem três restaurantes em Santiago, todos na Providencia. No cardápio tem comidas típicas como carne ensopada e panelinhas andinas com carne de alpaca e opções simples e velhos conhecidos como massas e carnes grelhadas. O ambiente é descontraido, quadrinhos na parede, musica sempre e a promessa de atendentes muito simpáticos, embora o serviço tenha sido muito demorado. Mas tudo bem, você está viajando.

Mais reuniões à tarde e fome do capeta para o jantar. Para onde fomos? La Mar!

O La Mar (http://www.lamarcebicheria.com/pre-home - Nueva Costanera 3922, Vitacura. tel. 206-7839) é um restaurante muito conhecido do casal Gaston & Astrid, peruanos famosos por suas grifes gourmets. É uma cebicheria com produtos fresquíssimos, drinks maravilhosos e atendimento de primeira. É recomendável fazer reserva, mas fomos na cara e na coragem e conseguimos uma mesa.





O cardápio é o mesmo do La Mar de Lima, de São Paulo, de Bogotá e de São Francisco (no de Miami eu nunca fui), ou seja, esplêndido.


Dia 2:

Café da manhã foi comprado no mercado: presunto, salame e queijos a preço de banana. Ah, e não esqueça de comprar vinho no mercado também. É bom ter no quarto :)

Almoço foi no badalado Hotel W. Aliás, se você não sabe onde ficar e tá com dinheiro sobrando fica lá. Porque todos os restaurantes são bons e estão a um elevador de distância.

Comemos no Osaka (http://www.starwoodhotels.com/whotels/property/dining/attraction_detail.html?propertyID=1979&attractionId=1003956615) e a experiência foi incrível. Um japonês-cebicheria fusion inesquecível. Atendimento muito simpatico também mas muito demorado como de costume.

À tarde, fizemos um programa incrível! Todo mundo que vai ao Chile visita uma vinicola. Geralmente vão à Concha y Toro ou outra famosa por lá. Vitaliy conseguiu um contato exclusivíssimo de uma vinícola biodinâmina, que não recebe visitas, mas que abriu uma exceção para sua doçura.

A vinícola Antyial (www.antiyal.com) tem vinhos premiadíssimos e alguns rótulos que fabricam apenas 2000 garrafas por ano! É toda biodinâmica, toda equilibrada sem nenhum agrotóxico ou produto artificial. É totalmente equilibrada por agentes naturais: plantas, minerais e animais.












A visita foi incrível, sem pressa, com degustação de alguns rótulos, e conversa sem fim com nosso guia, que é agrônomo e cuida da vinícola com mais 3 ajudantes somente. Que gente maravilhosa!

Jantar foi ali na vizinhança, no Bar Republique, porque estávamos muito loucos com esses vinhos chilenos que têm uma graduação alcoólica altíssima!





Dia 3:

Dia sem reuniões, bom de dar um rolé pela cidade.

Café da manhã deslumbrante na deli-mercado-restaurante do Hotel W. A Coquinaria (http://www.coquinaria.cl/coquinaria/site/edic/base/port/inicio.html) é imperdível. Ingredientes maravilhosos, você compra, leva ou come ali mesmo, e o menu tem tudo preparado com coisas da casa.

Pedi um sanduiche de king crab com ovas de salmão com o qual sonho até hoje.






Depois de bem alimentados, fomos passear pelo centro, de metrô mesmo. As estações são verdadeiras obras de arte. Fomos direto dar uma olhada no Mercado Municipal, onde não comemos nada porque parecia armadilha pra turista.




Do Mercado fomos a pé até o coração da cidade velha, a Plaza de Armas, onde está a Catedral Metropolitana e o Museu Histórico Nacional. Ali tem também o museu mais incrível da cidade, o Museu de Arte Pré-Colombiana.






Dali, vale um pulo de metrô até a estação Baquedamo para visitar a imperdível casa de Pablo Neruda (uma das três), conhecida como La Chascona (http://www.fundacionneruda.org/es). Tem que fazer reserva pelo tiendalachascona@fundacionneruda.org. Dali mesmo pode subir pro Cerro de San Cristoban, que pra gente não valia a pena porque estava nublado e não dava pra ver nada lá de cima. Preferimos ir ao Parque Cerro Santa Lucía, lindo, lindo!









Obviamente já estávamos famintos e corremos para um charmosíssimo restaurante e barbearia que ainda funcionam no mesmo endereço! A Peluquería Francesa! Comida incrível, ambiente lindo, tudo está a venda, serviço bem humorado.












Comidos, hora de voltar pro apart, dormir e se preparar para o jantar. Mas antes, vontade de passar na Feirinha de Antiguidades (http://www.barriolastarria.com/feria_antiguedades_barrio_lastarria.htm), que funciona de quinta-feira a domingo, das 10h às 22h.

Claro que morremos e não conseguimos mais sair, mas a vontade era ir no NoSo (http://www.starwoodhotels.com/whotels/property/dining/attraction_detail.html?propertyID=1979&attractionId=1003956598), o francesinho do Hotel W. Mas não conseguimos sair do apart e ele também só abria para almoço.



Tem dicas de restaurantes além dos que visitamos em http://www.viajenaviagem.com/2010/09/santiago-onde-comer/, blog do Ricardo Freire.  E dicas boas em http://www.viajenaviagem.com/2012/02/roteiro-santiago/.





2 comentários:

Karynne A Butelli disse...

Não conseguiram sair para jantar, mas vc tinha a força: A garrafa de vinho do supermercado hahahahahahaha e se eu for uma boa divinha uns queijinhos e pronto! Fez-me lembrar minha mãe na Argentina...era assim mesmo rsrsrsrs!

DE-PROPOSITO disse...

Viajar é bom, mesmo em trabalho!
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Felicidades
Manuel